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Eletrão 2/26

Sistemas de refrigeração de baterias ...

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Na continuidade dos artigos sobre os sistemas de refrigeração existentes, apresentamos os últimos e mais avançados desta série.

Placa Fria (Cold Plate)

A “placa fria” é uma forma comum de arrefecer as baterias dos carros elétricos. Funciona assim: são placas de metal (geralmente alumínio) com canais por dentro. Um líquido refrigerante (tipo água + glicol, como anticongelante) circula nestes canais.

A placa fica encostada à base ou nas laterais das células da bateria (ou entre camadas). O calor das células passa para a placa por contacto direto (às vezes com uma pasta térmica para ajudar). O líquido transporta o calor para um radiador ou permutador de calor, onde é arrefecido.

É muito eficaz para baterias grandes e potentes, mantém as células a temperaturas baixas e uniformes (normalmente abaixo de 40–50 °C), mesmo em carga rápida ou acelerações fortes. Evita que a bateria perca potência por calor excessivo e aumenta a vida útil.

Vantagens simples:

– Funciona bem em carros normais e de alta performance.

– Fácil de controlar com bomba e sensores.

– Pode aquecer a bateria no frio (útil em Portugal no inverno).

– Já usado em muitos carros: Audi e-tron SUV/GT, Lucid Air, Rivian R1T/R1S.

Desvantagens:

– Mais pesado e caro (placas + líquido + bomba).

– Se houver mau contacto ou ar no sistema, arrefece menos bem.

– Manutenção: verificar nível de líquido, fugas, bomba e filtros.

Imersão (Immersion Cooling)

Na “imersão”, as células da bateria ficam completamente mergulhadas num líquido especial que não conduz eletricidade (chamado fluido dielétrico, tipo óleo sintético ou fluido fluorado). Não é água!

O líquido toca diretamente em todas as partes da célula, absorvendo o calor de forma super uniforme. Uma bomba faz o líquido circular e leva o calor para fora, para um radiador ou permutador.

É a forma mais eficiente de arrefecer: mantém as temperaturas muito baixas e iguais em todo o pack (diferença de só 2–5 °C entre células), mesmo em uso extremo ou carga ultra-rápida. Ajuda a prevenir incêndios (o fluido não pega fogo facilmente) e permite baterias mais compactas e potentes.

Vantagens simples:

– Arrefecimento excelente e uniforme → bateria dura mais e carrega mais rápido.

– Mais seguro contra sobreaquecimento ou fogo.

– Pode ser o futuro para carros muito potentes.

Desvantagens:

– Caro (o fluido especial é muito caro).

– Sistema mais complicado: precisa de vedantes perfeitos, manutenção do líquido (filtrar, trocar).

– Mais pesado por causa do volume de fluido.

– Ainda está em fase de testes ou uso em carros de nicho/racing (ex.: Andros Sport 01, alguns protótipos da Renault ou Volvo). Não é comum em carros de rua em 2026.

Resumo para o electro-mecânico de AT:

Placa fria → o padrão hoje: o líquido circula em placas, bom equilíbrio custo/desempenho. Verifica as fugas, nível e bomba como num sistema de refrigeração normal.

Imersão → topo de linha, mas raro: a bateria a “nadar” em óleo isolante. Se intervencionar um sistema destes muito cuidado com a contaminação cruzada e elastómeros.

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Fonte: PÓS VENDA